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Alimentação de qualidade na terceira idade
O envelhecimento, apesar de ser um processo natural, submete o organismo a diversas alterações anatômicas e funcionais, com repercussões nas condições de saúde e nutrição do idoso. Os problemas de alimentação nessa idade abrangem tanto a desnutrição como o consumo excessivo de calorias. Com a diminuição do metabolismo basal, que é o gasto energético do corpo durante o repouso, e uma redução natural na massa muscular, muitos passam a exagerar no consumo de calorias, levando a um excesso de gordura corporal, fator de risco para desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares. Ocorrem também alterações no aparelho digestivo, dentre elas a atrofia da mucosa do estômago, levando a uma menor produção de ácido clorídrico, que dificulta a digestão dos alimentos e leva a uma menor absorção de vitaminas e minerais, principalmente vitamina B12, cálcio e ferro, o que contribui para ocorrência de anemia e osteoporose, já comuns no idoso. A redução gradativa dos sentidos é outro problema, incluindo olfato e paladar, o que afeta diretamente a alimentação. O idoso passa a comer menos, pois não consegue sentir o sabor dos alimentos. Portanto, é importante utilizar temperos naturais para dar mais sabor à comida e melhorar a aceitação, tais como: alho, cebola, coentro, salsinha, orégano, folhas de louro, pimenta, evitando o abuso de sal. Orientar também quanto à escolha dos alimentos, evitando aqueles ricos em gordura, que podem contribuir para o aumento de peso sem fornecer as vitaminas e minerais necessários. Mas para entrar na melhor idade com qualidade de vida, é importante também a prevenção. O consumo de laticínios magros, frutas e verduras em quantidades adequadas, junto com uma baixa ingestão de gorduras saturadas, açúcares e alimentos industrializados ajuda a prevenir doenças comuns nessa idade. Desta forma garantimos qualidade de vida até a idade mais avançada.
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